segunda-feira, outubro 23, 2006

 

O PROFESSOR DO FUTURO


O professor do futuro próximo
Texto de José Manuel Moran
Como será o professor do futuro?
Vejo o professor do futuro como alguém que poderá estar vinculado a uma instituição predominantemente, mas não exclusivamente. Participará de inúmeros momentos de cursos em outras organizações, de orientação de pesquisas em diferentes lugares e níveis. Desde qualquer lugar poderá conectar-se com seus alunos, vê-los e falar com eles. Haverá programas que facilitem a gestão de grupos grandes e de grupos menores a distância. As conexões serão com fio e sem fio. Poderá entrar em contato com seus alunos durante uma viagem de avião, na praia ou de outro país.O professor será multitarefa, orientará muitos grupos de alunos, dará consultoria a empresas, treinamento e capacitações on-line, alternando esses momentos com aulas, orientações de grupos, desenvolvimento de pesquisas com colegas de outras instituições. A ciência será cada vez mais compartilhada e desterritorializada. Os pesquisadores não precisarão morar perto, o importante é que saibam trabalhar juntos virtualmente, que saibam cooperar a distância, que tenham espírito cooperativo mais do que competitivo. Em determinadas áreas do conhecimento, como em exatas ou biológicas, nas quais os projetos dependem de experimentação física e laboratorial, haverá maior necessidade de contato, de trocar mais informações estando juntos do que em outras áreas, como em humanas, nas quais a flexibilidade espaço-temporal será maior.O professor está começando a aprender a trabalhar em situações muito diferentes: com poucos e muitos alunos, com mais ou menos encontros presenciais, com um processo personalizado (professor autor-gestor) ou mais despersonalizado (separação entre o autor e o gestor de aprendizagem). Quanto mais situações diferentes experimentar, estará mais bem preparado para vivenciar diferentes papéis, metodologias, projetos pedagógicos, muitos ainda em fase de experimentação.Quanto menor for a criança mais tempo permanecerá junto às outras fisicamente para aprender a conviver, a interagir, a viver em grupo. O acesso virtual nas crianças será complementar. À medida que a criança for crescendo, porém, aumentará também o grau de virtualização audiovisual da aprendizagem. Na fase adulta, o predomínio do audiovisual virtual será muito mais forte. Não deixaremos nosso trabalho para estudar ou para ensinar, a não ser em momentos iniciais para conhecer-nos e nos finais para avaliar o processo. Os Congressos terão forte componente de comunicação virtual. Mas nada impede que as pessoas viajem fisicamente até o local para conhecer lugares, pessoas, conviver. Em muitos casos a participação será on-line, a distância, conectados audiovisualmente.
Convite a leitura...
Este texto faz parte da 4ª etapa do módulo introdutório do curso de Mídias Educacionais, o qual estou fazendo também pelo ambiente E-Proinfo.
Postei-o aqui em meu bloger com o objetivo de partilhar com mais colegas o mesmo. Sinto que este "professor do futuro" o qual o autor do texto se remete já estamos vivenciando ao fazer esta especialização.

Comments:
Oi Lucia!

Muito interessante teres compartilhado conosco essa tua leitura! Muito podemos pensar e discutir a partir dela! Essa é a tua proposta aqui no blog?

Quais as tuas considerações sobre o texto? Estás relacionando com a tua caminhada aqui no curso? Com a sala de aula?

Quem sabe podes convidar alguns colegas para a conversa!

Um abraço,
Eduardo.
 
Oi Lucia!
Que legal... já fizeste o convite!
Vamos ver o que os colegas pensam sobre isso!
Acreditas que já estamos vivenciando aqui na especialização, que bom! Agora também começamos a pensar mais no trabalho com o professor parceiro, como estás pensando em aproveitar esta tua vivência? Como andam as tratativas?
Estás pensando em trabalhar com a Fernanda, certo?
Boas expectativas? Pelo ritmo de vocês, acredito que o trabalho será muito bom!
Um abraço,
Eduardo.
 
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